Alta ocupação longe do litoral: o que sustenta a demanda consistente em cidades do interior

Por que cidades médias estão se tornando as opções mais rentáveis para investidores

Quando se fala em alta ocupação no Brasil, a associação imediata é com destinos de praia ou grandes capitais. Mas há uma dinâmica menos visível e igualmente robusta acontecendo em cidades médias do interior e Maringá, no norte do Paraná, é um exemplo emblemático desse fenômeno.

Com ocupação média acima de 70% ao longo do ano, a cidade demonstra que a sustentabilidade da demanda hoteleira vai muito além do turismo de lazer. O segredo está na diversificação de públicos e na presença de motores econômicos locais que geram fluxo constante de visitantes.

Os pilares da ocupação sustentável

Diferentemente de destinos turísticos tradicionais, onde a ocupação oscila drasticamente entre alta e baixa temporada, cidades como Maringá contam com drives estruturais que sustentam a demanda, como educação superior como vetor de mobilidade, polo regional de saúde, agenda corporativa e de eventos, mobilidade urbana e posicionamento estratégico e uma infraestrutura de bairros planejados.

Enquanto destinos de praia enfrentam quedas de 50% ou mais na ocupação em meses de baixa temporada, cidades do interior com economia diversificada apresentam variação mensal mais favorável.

“Para investidores e operadores hoteleiros, cidades médias com essas características representam oportunidades de rentabilidade consistente, menor exposição a choques sazonais e menor dependência de fatores climáticos ou modismos turísticos”, analisa Evandro Rodrigues, CEO da BE, A Moradia do Futuro.

A alta ocupação sustentável não depende exclusivamente de apelo turístico natural. Ela depende de outros fatores como uma economia local diversificada, um posicionamento como polo regional (saúde, educação, negócios), uma infraestrutura de eventos e conectividade e uma estratégia comercial voltada para múltiplos segmentos.

Para Evandro, enquanto o mercado tradicional persegue os mesmos destinos óbvios, investidores sofisticados estão descobrindo que a verdadeira estabilidade está no interior, “Para investidores, desenvolvedores e operadores, a mensagem é clara: o Brasil vai muito além do litoral e das capitais. E é justamente nesse “muito além” que estão as melhores oportunidades da próxima década. O que precisa é fundamentos econômicos sólidos, diversificação de demanda e visão estratégica de longo prazo”.

Sobre a BE, A Moradia do Futuro

A BE, A Moradia do Futuro, é uma incorporadora de Maringá cujo foco é conectar pessoas, sonhos e transformar a experiência de morar que conhecemos atualmente. Cada projeto da BE nasce da combinação entre inovação, sustentabilidade e qualidade de vida, criando empreendimentos que antecipam o futuro da moradia e o tornam possível no presente.

Por FELIPE GUELLER

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