Mercado de locação por temporada em Maringá registra ocupação acima de 80% e consolida novo modelo de hospitalidade na cidade

O mercado de locação de curta temporada em Maringá atravessa um momento de consolidação expressiva. Nos últimos meses, empreendimentos do segmento registraram taxas de ocupação consistentemente elevadas: 78,65% em dezembro, 86,49% em janeiro e 83,45% em fevereiro, números que colocam a cidade em patamar comparável a destinos turísticos tradicionais e reforçam a força de uma demanda que vai muito além da sazonalidade.

Os dados revelam não apenas volume, mas recorrência. Manter ocupação acima de 78% ao longo de três meses consecutivos, incluindo o período pós-festas, que é historicamente mais fraco para o setor, indica que Maringá desenvolve uma base própria de demanda por hospedagem flexível, impulsionada por viagens de negócios, eventos, turismo de passagem e mudanças nos hábitos de consumo de viagem.

Precificação estratégica como alavanca de resultado

Por trás desses números há uma mudança de postura dos operadores. Para Evandro Rodrigues, CEO da BE, A Moradia do Futuro, o mercado local tem adotado estratégias de precificação dinâmica, com ajustes fino nas diárias praticadas em plataformas como Airbnb e Booking e que melhoram o posicionamento algorítmico dos imóveis, aumentam a visibilidade e, consequentemente, o volume de reservas. “A lógica é simples: uma diária ligeiramente mais competitiva, quando bem calibrada, resulta em ocupação maior e receita total superior”.

Esse movimento sinaliza maturidade. O operador de temporada em Maringá não trabalha mais apenas com preço, mas com performance, monitorando taxa de ocupação, ADR (diária média) e competitividade de canais como indicadores centrais de gestão.

As diárias médias refletem esse equilíbrio: R$189,80 em dezembro, R$182,46 em janeiro e R$167,27 em fevereiro, com a variação acompanhando inteligentemente os ciclos de demanda sem comprometer o patamar de ocupação.

Perfil do produto e do hóspede

O portfólio que sustenta esses resultados é diversificado e bem posicionado. Studios com diária média na casa de R$168 e unidades de dois quartos em torno de R$247 operam ambos com ocupação acima de 80%, o que demonstra que a demanda absorve diferentes faixas de produto sem concentração excessiva em nenhuma delas.

“O perfil do hóspede também está bem delineado, estadia média de quatro dias e predominância de casais, que representam cerca de 65% das reservas. Esse dado aponta para um público que busca conforto, privacidade, localização e a experiência de “morar” na cidade, características que o modelo de apartamento por temporada entrega com vantagem sobre a hotelaria tradicional”, revela o CEO.

Um mercado que se profissionaliza

O conjunto de indicadores aponta para algo mais amplo do que bons resultados operacionais pontuais: Maringá consolida um ecossistema de locação por temporada profissionalizado, com operadores que dominam ferramentas de gestão de receita, produtos adequados à demanda local e uma base de hóspedes recorrente e qualificada.

“Para investidores e incorporadores, o recado é claro, o modelo de short stay na cidade já passou da fase experimental. Os números de ocupação e diária média mostram que há mercado, há demanda e há gestão capaz de extrair resultado consistente desse ativo”, finaliza Evandro.

Sobre a BE, A Moradia do Futuro

A BE, A Moradia do Futuro, é uma incorporadora de Maringá cujo foco é conectar pessoas, sonhos e transformar a experiência de morar que conhecemos atualmente. Cada projeto da BE nasce da combinação entre inovação, sustentabilidade e qualidade de vida, criando empreendimentos que antecipam o futuro da moradia e o tornam possível no presente.


Por FELIPE GUELLER 

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