A demanda imobiliária para o mercado dos solitários

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Por Beatriz Ciriaco

Head de Produto e Expansão

A moradia do futuro nasceu com o objetivo de atender a demanda da transformação na geração de consumidores. Através de uma análise muito simplista que é a quantidade de irmãos dos seus avós x a quantidade dos seus irmãos já é possível entender o quanto as famílias estão diminuindo e com isso a sua forma de se organizar nas cidades também.

Em 2019, 38% dos domicílios de Maringá eram ocupados por 1 ou 2 pessoas (SEBRAE) e espera-se uma crescente de 23,4% nesse número entre 2019 e 2030 em todo o mundo (Euromonitor Internacional, 2019). O “mercado dos solitários” é uma mudança mercadológica que não apenas se tornou uma tendência, como forçou a adaptação de todas as indústrias para esse público.

Nos supermercados dos anos 2000, as prateleiras de chocolates contavam com barras de 200g a 300g, mas hoje a porção individual já foi reduzida para 80g. Assim como a indústria do varejo se adapta diariamente no atendimento desse consumidor, o mercado imobiliário também precisa de maneiras para atender o consumidor single.

Viver sozinho tornou-se um mercado bilionário reflexo das mudanças sociológicas que tornaram também a independência uma prioridade para essa geração. O consumidor do chocolate de 80g não busca apenas menos quantidade, ele está em busca de qualidade e agilidade na sua rotina e é por isso que apesar de não dividir mais o seu lar, ele é extremamente conectado, inteligente e exigente.

As moradias compactas só fazem sentido se permitirem à esse consumidor acesso à restaurantes, supermercados, farmácias e demais utilidades rotineiras a poucos passos de distância e aqui nasce o primeiro pilar da moradia do futuro. A localização estratégica não é só argumento de venda, nossos empreendimentos estão nas principais avenidas da cidade, ao lado de aglomerados de centros empresariais (BE Bonifácio), das maiores universidades da cidade (BE Deodoro, BE São Paulo e BE Garden) e em frente ao Parque do Ingá (BE Dumont).

O “onde morar?” é tão importante para a qualidade de vida que é um dos critérios das certificações de saúde e bem estar (WELL) e sustentabilidade (GBC Brasil), presentes nos empreendimentos da BE.

Além disso a linha BE possui a maior proporção de área de lazer / área privativa da cidade, fruto de um desejo do mercado dos solitários visto que 68% dos mais jovens e 36% dos mais idosos morariam em um imóvel pequeno com áreas de convívio confortáveis e planejadas (Ipespe, 2020). A moradia do futuro posiciona o essencial no espaço privativo e potencializa as áreas comuns com serviços e ambientes que agregam conveniência ao dia a dia, como mercado interno, academias, lavanderias, coworking, salas de reunião, piscinas, churrasqueiras e inúmeros espaços de convívio, estimulando a interação entre os moradores do edifício. São esses diferenciais que formam o segundo pilar da moradia do futuro: produtos inovadores, certificados e modernos para atender a nova geração.

A crescente da população que busca uma moradia privativa no necessário e harmônica no comum é o maior gerador de demanda no universo da habitação e o mercado imobiliário tradicional pode até escolher ignorar essa realidade, mas ela não deixará de existir. Afinal, insistir em projetar o imóvel de amanhã para a família de ontem é como continuar fabricando barras de 300g para um consumidor que já aprendeu a comprar porções individuais.

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